Sete continentes, 28 dias, um só jato: esta viagem custa uma pequena fortuna

Viagens de sonho
Uma operadora britânica de viagens de luxo lança a sua primeira volta ao mundo de jato privado a tocar os sete continentes: 28 dias, Antártida incluída e um preço só acessível a milionários.

A Abercrombie & Kent é uma operadora britânica de viagens de luxo, anuncia a sua primeira viagem de jato privado a tocar os sete continentes — 28 dias, onze paragens, um Boeing 757 fretado em exclusivo, com lugares que se transformam em cama horizontal, e um limite de 50 passageiros. O bilhete arranca nos 187.500€ por pessoa, em regime de ocupação dupla, com suplemento de 18.750€ para quem viajar sozinho. A partida está marcada para 3 de janeiro de 2028, com saída de Miami, e chegada a Madrid 27 dias depois.

Que continentes entram no roteiro?

Todos, sem exceção. O grupo aterra primeiro nas Cataratas do Iguaçu, onde fica hospedado do lado brasileiro mas atravessa a passarela Tancredo Neves até ao lado argentino para se aproximar da Garganta do Diabo, a maior das 275 quedas de água do parque. Segue-se a Antártida: em vez de atravessar a passagem de Drake de barco, o grupo sobrevoa-a de avião fretado até à Ilha Rei George, onde embarca num navio de expedição para quatro dias de excursões de zodiac entre pinguins, focas e icebergs.

Depois é a Ilha de Páscoa, com nascer do sol junto aos moai de Ahu Tongariki, e Auckland, onde há uma vela na baía de Waitemata inspirada na América’s Cup e almoço numa vinha na Ilha de Waiheke. Em Uluru, o programa inclui ver o monólito ao pôr e ao nascer do sol, quando a luz lhe muda a cor, e uma oficina de pintura de pontos com tradições aborígenes.

Na Ásia, a rota passa por um cruzeiro privado na Baía de Ha Long, no Vietname, e por uma bênção budista num templo do Laos, antes de três dias de descanso nas Maldivas. No Egito, o grupo navega o Nilo a bordo do Nile Seray, visita os templos de Philae e Edfu — este último iluminado à noite — e tem acesso privado, fora de horas, às tumbas de Tutankamon e de Amenhotep III, no Vale dos Reis. A viagem termina em Madrid, com entrada reservada no Museu do Prado antes da abertura ao público.

Como se viaja 28 dias sem sair do mesmo avião?

O avião é um Boeing 757 requalificado só para 50 pessoas, com todos os lugares transformáveis em cama horizontal. A equipa que acompanha o grupo, no ar e em terra, inclui diretor de viagem, guias locais, responsável por bagagem e lavandaria, médico e fotógrafo, além de um serviço de apoio disponível 24 horas por dia. O preço inclui ainda bar aberto a bordo, cerveja e vinho às refeições, gorjetas, taxas de entrada em monumentos e acesso à internet onde disponível.

Nos vários destinos, o itinerário reserva ainda um bloco de tempo livre — que a A&K chama de “Design Your Day” (“desenhe o seu dia”) — um menu de atividades opcionais à escolha de cada passageiro, de aulas de culinária a mergulho, passando por acesso reservado a um palácio em Madrid ou aos bastidores de um clube de futebol. É um pormenor que resume bem o espírito da viagem: tudo desenhado para que ninguém tenha de decidir nada, exceto, talvez, se prefere ver o Prado antes do pequeno-almoço ou depois.

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