A edição deste ano da Procissão de Barcas Reais junta 52 embarcações tripuladas por cerca de 2.200 membros da Marinha Real Tailandesa. Entre a frota, destacam-se quatro embarcações históricas: o Suphannahong (“Cisne Dourado”), esculpido em 1911 a partir de um único tronco de teca com 46 metros de comprimento, o Anantanakkharat (Naga de Múltiplas Cabeças), o Narai Song Suban e o Anekkachatphutchong.
Antes do grande dia, a Marinha Real Tailandesa realiza 12 ensaios entre agosto e outubro — dez técnicos e dois gerais —, todos com início às 14h30 e abertos ao público a partir das áreas de observação junto às margens do Chao Phraya, entre a Ponte Krung Thon e o Wat Arun.
A tradição remonta ao século XI e consolidou-se no reinado de Ram Khamhaeng, na era Sukhothai — mas é um espetáculo raro: durante os 70 anos de reinado do Rei Bhumibol Adulyadej, realizaram-se apenas 16 procissões, e a última grande, antes desta, assinalou a coroação do atual Rei Rama X, em 2019, também com 52 barcas.
A edição deste ano assinala o 48.º aniversário da rainha Suthida Bajrasudhabimalalakshana: durante a cerimónia, o rei oferecerá as tradicionais vestes Kathin aos monges do Wat Arun Ratchawararam, um ritual budista anual que marca o fim da Quaresma Budista e reforça a ligação secular entre a monarquia tailandesa e o budismo.
Para quem quiser ver ao vivo remadores a sincronizarem-se ao som de cânticos ancestrais em honra do Rei, a TRAVEL MAGG simulou uma viagem de ida e volta a Banguecoque entre 4 e 8 de novembro: preços a partir de 777€, com a Etihad e a Condor, com escala em Abu Dhabi e cerca de 16 horas de viagem no total.
