“Portugal está a falhar”. Lojas e hotéis de luxo alertam para para crise no aeroporto de Lisboa

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A Associação Avenida, que representa mais de 150 empresas da Avenida da Liberdade, em Lisboa, publicou uma carta aberta onde manifesta preocupação com as dificuldades no acesso aéreo a Portugal.

A Associação Avenida veio a público manifestar preocupação com o que descreve como uma experiência de chegada ao país que não acompanha a ambição de Portugal enquanto destino internacional. Na carta aberta enviada às entidades responsáveis pela gestão das fronteiras, turismo e infraestruturas, a associação refere que recebe “com frequência crescente, relatos de turistas, investidores e visitantes internacionais confrontados com longos tempos de espera nos controlos de fronteira, dificuldades operacionais e uma experiência de chegada desorganizada”, sublinhando o impacto direto na perceção do país.

No documento, a entidade reforça ainda que “a primeira impressão conta — e, em demasiadas situações, Portugal está a falhar precisamente no momento da chegada”, apontando o Aeroporto Humberto Delgado como um dos principais pontos de pressão. A associação alerta para o contraste entre o posicionamento internacional de Lisboa e a realidade operacional à chegada, considerando que a experiência não acompanha o nível de sofisticação promovido pelo destino.

A Associação Avenida integra mais de 150 associados dos setores do comércio, hotelaria, restauração, cultura e serviços, incluindo unidades hoteleiras como o InterContinental Lisbon, o Ritz Four Seasons Hotel Lisboa e o Altis Avenida, marcas internacionais como Cartier, Rolex e Omega, restaurantes como Cura, Eleven, JNcQUOI e Seen, bem como equipamentos culturais como o Teatro Tivoli BBVA, o Capitólio e o Teatro Variedades.

Na carta, a organização defende ainda a necessidade de medidas estruturais, como reforço de recursos humanos nos controlos fronteiriços, modernização tecnológica e melhoria da coordenação operacional no aeroporto, sublinhando que “proteger esse posicionamento exige ação, coordenação e compromisso”, defendendo uma resposta alinhada com o crescimento do turismo e da mobilidade internacional.

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