São Bartolomeu sempre foi uma exceção nas Caraíbas. Para o Guia Michelin, “um posto francês exclusivo e luxuoso”, rodeado por praias capazes de surpreender o menos impressionável dos viajantes. E poucos hotéis traduzem essa singularidade tão bem quanto o Fouquet’s Saint-Barth, no alto de uma colina sobre o porto de Gustavia.
A história do hotel começa em 1991, quando abriu como Le Carl Gustaf, tornando-se o primeiro hotel cinco estrelas da ilha. Depois de fechar portas a meio da década de 2010, a propriedade foi adquirida pelo Grupo Barrière, que investiu quatro anos de obras antes da reabertura em 2020. Em dezembro de 2025, deu-se o mais recente capítulo: a mudança de nome para Fouquet’s Saint-Barth, juntando-se à coleção Fouquet’s ao lado de moradas em Paris, Nova Iorque e Courchevel — mas mantendo, garante o grupo, “a morada e a alma da Maison”.
Depois da grande reforma, os interiores assinados pelo atelier parisiense Gilles & Boissier cruzam o luxo contemporâneo com o charme do “mundo antigo” — a influência francesa é evidente, e resulta num estilo mais refinado do que é hábito ver mesmo nos melhores hotéis das Caraíbas. O Guia Michelin reconhece a excelência com uma Chave (numa escala de uma a três), destacando o verdadeiro segredo do lugar: piscinas privativas, chuveiros de vários jatos, kitchenettes e uma vista de cair o queixo em cada uma das 21 suites.
O spa Carita e um sofisticado restaurante francês completam a experiência, num casamento entre gastronomia e paisagem que, nas palavras da Michelin, “coloca o resto do Caribe no chinelo”. Em novembro, a oferta gastronómica ganha ainda mais brilho parisiense com a abertura do Loulou, o novo beach restaurant que promete recriar o espírito de uma casa de praia de família há muito esquecida, numa das ilhas mais bonitas das Caraíbas. A 6.700 km das costas francesas, mas com a elegância despretensiosa e o charme que são a assinatura da marca.
Chegar até à ilha de São Bartolomeu é, em si, parte da aventura. A maioria dos viajantes voa primeiro até ao aeroporto Princess Juliana, em St Maarten, com ligações diretas a partir de várias cidades dos Estados Unidos e da Europa. Daí, há duas opções: um voo de cerca de 10 minutos, em aviões pequenos como o Twin Otter, que aterram numa das pistas mais curtas do mundo (pouco mais de 660 metros), ou uma travessia de ferry entre 45 minutos e uma hora até ao porto de Gustavia.
De acordo com o Google Flights, voar de Lisboa até São Bartolomeu demora, num dos voos mais rápidos, 16h35 minutos. Os preços começam nos 1974€. Com a KLM, faz escala em Amesterdão e, dali, voa para a ilha de São Martinho. Depois, a Winair leva-lo até o Aeroporto Gustaf III, em São Bartolomeu.
Ficar instalado no Fouquet’s Saint-Barth exige uma conta bancária robusta. A TRAVEL MAGG simulou os preços para uma noite no final de outubro e os valores começam nos 1.837,50€ em Junior Suite Pool and Sea View.





