A 75 metros de altura, o topo da Torre dos Clérigos é um dos melhores pontos do Porto para acompanhar o que vai acontecer no céu na próxima quarta-feira, 12 de agosto. A Irmandade dos Clérigos decidiu aproveitá-lo: entre as 18h30 e as 20h30, período que coincide com o eclipse solar, a visita ao monumento terá uma dinâmica própria.
A capacidade máxima de permanência no topo será reduzida e o acesso passa a ser organizado em sessões com intervalos de 30 minutos, de forma a gerir a circulação dos visitantes. A Irmandade disponibiliza ainda óculos certificados para a observação — um pormenor com peso prático, porque os óculos próprios para eclipses têm esgotado no comércio e os óculos de sol comuns não servem para olhar diretamente para o Sol.
No Porto, o momento de maior ocultação está previsto para cerca das 19h32, altura em que aproximadamente 98 por cento do disco solar ficará coberto pela Lua.
Quanto custa e como se entra?
Nesta época do ano, a Torre dos Clérigos está aberta diariamente até às 23h. A bilheteira divide o dia em dois: o bilhete diurno, válido das 9h às 19h, custa 10€ no pacote que junta Torre e Museu, com preço reduzido de 7€ para estudantes mediante identificação; o bilhete noturno, das 19h às 23h, dá acesso apenas à Torre e custa 5€. Em ambos os casos, as crianças até aos 10 anos não pagam. As reservas fazem-se através da loja online do monumento.
A janela das sessões especiais atravessa a fronteira entre os dois bilhetes, pelo que convém confirmar junto da Irmandade qual se aplica ao horário pretendido antes de subir.
O que se vai ver, afinal?
A totalidade do eclipse toca apenas uma faixa muito estreita do nordeste de Trás-os-Montes, e por poucos segundos. Em todo o resto do país, incluindo o Porto, o fenómeno é um eclipse parcial profundo. O Sol não desaparece, mas assume uma forma de crescente bem definida e a luz muda de forma pouco habitual ao fim da tarde. Segundo o Planetário do Porto, a ocultação ultrapassa os 92% em todo o território continental.
O Sol estará baixo sobre o horizonte a poente durante todo o fenómeno, o que torna a altura da Torre uma vantagem concreta e não apenas simbólica: quanto mais desimpedida a vista para oeste, melhor.
Seja onde for que decida ver, a regra de segurança é sempre a mesma. Nunca olhe diretamente para o Sol sem óculos de eclipse certificados, e não aponte telescópios nem máquinas fotográficas ao Sol sem filtro apropriado. Sem óculos certificados à mão, os métodos de projeção são a alternativa segura.
O programa nacional de sessões de observação, muitas delas gratuitas, pode ser consultado em eclipse2026.pt.





