O eclipse solar desta quarta-feira, 12 de agosto, é o mais expressivo que se vê em Portugal há mais de um século, e há quem esteja já a organizar o fim de tarde à sua volta. O W Algarve abre ao público o AIR, o espaço situado no topo do penhasco, com vista sobre o Atlântico.
O programa começa às 17h, com música ao vivo pensada para acompanhar a mudança de luz ao longo da tarde. Todos os participantes recebem óculos de proteção adequados à observação direta do Sol, oferecidos pelo hotel — um pormenor com mais importância do que parece, porque óculos de sol comuns não servem para este efeito e a procura por óculos certificados tem esgotado o stock em várias lojas. A carta de bebidas inclui cocktails criados pelos mixologistas do resort especificamente para a ocasião. A entrada é livre, mas o hotel aconselha reserva prévia.
A que horas é que se vê?
A totalidade do eclipse só é visível numa faixa muito estreita do nordeste de Trás-os-Montes, onde dura cerca de 26 segundos. No Algarve, o que se vai ver é um eclipse parcial profundo, com 92 a 93% do disco solar encoberto. Não vai escurecer como se fosse noite, mas o Sol assume uma forma de crescente bem definida.
A fase parcial decorre entre as 18h33 e as 20h24, com o máximo por volta das 19h30. O horário joga a favor: nessa altura o Sol já está baixo sobre o horizonte a poente, no fim da hora dourada, pelo que o eclipse e o pôr do sol acontecem praticamente na mesma janela. É também por isso que um ponto elevado e virado a poente, sem obstáculos até ao horizonte, faz diferença — e é exatamente essa a proposta do AIR. Chegar às 17h dá margem para se instalar antes de o fenómeno começar, o que é recomendável num dia em que se espera movimento em todos os miradouros da região.













