Os donos de cães e gatos que pretendam levá-los de férias (caso as viagens impliquem andar de avião) têm agora mais informação sobre o processo. A ideia é reduzir as diferenças entre companhias aéreas e tornar mais previsível a experiência. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) publicou esta quarta-feira, 15 de julho, um conjunto de orientações operacionais destinadas ao transporte de animais na cabine dos aviões, desde a reserva até à chegada ao destino.
Embora não tenham caráter obrigatório, estas recomendações pretendem ajudar as transportadoras a adotar procedimentos mais consistentes, reforçando simultaneamente a segurança, o bem-estar dos animais e a informação prestada aos passageiros. O documento abrange todas as etapas da viagem, incluindo a reserva, o check-in, o embarque, o voo, as ligações e a chegada ao destino.
Entre as principais novidades está a recomendação para que as companhias disponibilizem políticas de transporte mais claras e acessíveis, expliquem antecipadamente todos os requisitos e informem os passageiros sobre eventuais limitações consoante o tipo de avião utilizado.
A IATA também recomenda que as reservas para animais sejam feitas, regra geral, entre 48 e 72 horas antes da partida e que toda a documentação necessária seja entregue antecipadamente, incluindo certificados de saúde, registos de vacinação e autorizações exigidas pelo país de destino.
O que muda para quem viaja com animais?
Segundo as novas orientações, as companhias aéreas deverão:
- explicar claramente quais os animais permitidos na cabine e quais os critérios de elegibilidade;
- indicar as dimensões e características obrigatórias da transportadora;
- informar os passageiros de que algumas agências de viagens e plataformas de reservas não permitem adicionar o serviço de transporte de animais, sendo necessário contactar diretamente a companhia aérea;
- disponibilizar informação sobre taxas, documentação e procedimentos antes da viagem.
No check-in, os funcionários deverão verificar não só a documentação, mas também o estado de saúde do animal e se a caixa de transporte permite que este fique de pé, se vire e se deite confortavelmente. Caso o animal aparente estar doente, excessivamente sedado ou a transportadora não cumpra os requisitos, a recomendação passa por recusar o embarque.
Outra das recomendações é que os passageiros sejam desencorajados de sedar os animais antes do voo, exceto quando exista prescrição veterinária devidamente documentada.
Durante o voo, o animal deverá permanecer sempre dentro da transportadora, que terá de ficar devidamente acondicionada, normalmente debaixo do banco da frente durante a descolagem, aterragem e períodos de turbulência. As tripulações deverão ainda receber formação específica para lidar com situações relacionadas com alergias, fobias de outros passageiros e bem-estar dos animais.
As orientações abordam ainda situações de atrasos, cancelamentos e alterações de rota, recomendando que as companhias tenham planos específicos para proteger os animais durante operações irregulares. Também alertam os passageiros para verificarem antecipadamente as regras de entrada do país de destino, incluindo eventuais quarentenas, restrições a determinadas raças ou exigências documentais adicionais.





