Verão em risco. Europa pode ficar sem combustível para aviões em 6 semanas

Raquel Costa
Notícias
A guerra no Médio Oriente está a pressionar o abastecimento de combustível de aviação e pode levar a cancelamentos de voos, aumento de preços e caos nos aeroportos europeus já nas próximas semanas.

avião da jet2

A aviação europeia enfrenta um novo problema à porta do verão. Segundo Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia, a Europa pode ter apenas “seis semanas” de reservas de combustível para aviões, numa crise diretamente ligada à guerra com o Irão e ao bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz.

“Posso dizer-lhe que em breve vamos ouvir notícias de que alguns voos da cidade A para a cidade B poderão ser cancelados devido à falta de combustível de aviação”, afirmou Birol à Associated Press.

Este corredor marítimo é responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e tem estado fortemente condicionado pelo conflito, o que está a travar o fluxo de energia para a Europa e a provocar uma subida acentuada dos preços.

Para já, Bruxelas garante que não há uma escassez imediata de combustível, mas admite preocupações crescentes quanto às próximas semanas. Ainda assim, os sinais no terreno já começaram a surgir: companhias aéreas como a KLM anunciaram o cancelamento de voos na Europa devido ao aumento dos custos operacionais, enquanto outras ponderam reduzir capacidade ou subir preços.

O impacto pode tornar-se visível rapidamente. Especialistas avisam que, se o fornecimento não for estabilizado até junho, os primeiros cortes deverão atingir rotas de curta distância e aeroportos regionais, antes de se alastrarem a toda a rede europeia.

Além dos cancelamentos, o cenário inclui bilhetes mais caros e maior instabilidade nos horários, numa altura em que milhões de pessoas planeiam viajar. A crise energética provocada pelo conflito já está a ser descrita como uma das mais graves de sempre, com efeitos que vão muito além da aviação e que podem travar o crescimento económico.

Mesmo que haja um alívio nas tensões, o regresso à normalidade não será imediato. A cadeia de abastecimento de combustível está fragilizada e poderá demorar meses a recuperar totalmente, o que coloca uma pressão adicional sobre o verão europeu de 2026

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