O alerta foi atualizado no Portal das Comunidades Portuguesas, onde o Ministério dos Negócios Estrangeiros aconselha os viajantes a ponderarem o adiamento de deslocações não indispensáveis. Em causa está a “imprevisibilidade e risco de agravamento das condições atuais”, numa altura em que a ilha enfrenta uma crise energética sem precedentes.
No terreno, os efeitos já são visíveis. O grupo português Vila Galé suspendeu a operação em unidades de Varadero e Havana, mantendo atividade apenas em Cayo Paredón e Cayo Santa Maria, com ajustes frequentes. Também a Minor Hotels abandonou a gestão das duas unidades que detinha em Cuba, apontando as dificuldades operacionais e o colapso do turismo.
Combustível em falta trava hotéis e companhias aéreas
A escassez de combustível levou as autoridades cubanas a emitir um aviso aeronáutico informando que o Jet A1 deixou de estar disponível em vários aeroportos internacionais. Sem possibilidade de reabastecimento na ilha, companhias como a Air Canada suspenderam voos regulares e organizaram operações de repatriamento. Já a Iberia e a Air Europa mantêm ligações, mas com escalas técnicas na República Dominicana para abastecimento.
No centro da crise está a interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela a Cuba, agravada por novas restrições dos Estados Unidos. Sem alternativa imediata, Havana avançou com racionamento de energia e cortes frequentes de eletricidade, com impacto direto no funcionamento de hotéis, transportes e serviços essenciais.
Para quem tem férias marcadas, o cenário é de elevada incerteza. O Governo recomenda reforço do seguro de viagem e acompanhamento constante de informação oficial, mas sublinha que o mais prudente, neste momento, poderá ser adiar.
