O grupo hoteleiro português Vila Galé fechou temporariamente os hotéis em Cuba, uma decisão influenciada pela grave crise energética que o país enfrenta, exacerbada pelo embargo económico dos Estados Unidos que limita o acesso a combustíveis e matérias-primas essenciais.
De acordo com o “Expresso”, a falta de energia afetou de forma abrupta as operações das unidades cubanas do grupo, deixando sem previsão de reabertura num futuro próximo, enquanto a crise que limita o fornecimento eléctrico e de combustível continua a agravar-se no país insular.
A deterioração das condições energéticas em Cuba deve-se às sanções dos Estados Unidos e às restrições ao fornecimento de petróleo, que têm intensificado o racionamento de energia e dificultado a manutenção de serviços básicos e operações turísticas, acrescenta o jornal português.
O encerramento das quatro unidades do grupo português em Havana, Varadero, Cayo Paredón e Cayo Santa María reflecte o impacto profundo que a crise de energia está a ter no sector do turismo cubano, um dos pilares da economia da ilha.
Segundo a Reuters, a crise energética em Cuba está a provocar uma redução significativa na atividade turística: o país atraiu apenas cerca de 1,8 milhões de visitantes em 2025, contra 2,2 milhões em 2024, o nível mais baixo em mais de duas décadas. O anúncio de quase 1700 voos cancelados durante a época alta devido à falta de combustível para aviação ameaça agravar ainda mais as receitas do sector, que em 2024 representaram cerca de 1,2 mil milhões de euros e aproximadamente 10% dos ganhos de exportação da ilha.
Esta semana, recorde-se, o governo português recomendou o adiamento de viagens não essenciais a Cuba.
