São 10 anos a serem fofinhos. Provavelmente vamos repetir o adjetivo “fofo” muitas vezes ao longo deste texto… mas não conseguimos evitar. O Luz Charming Houses é muito fofo. Mega fofo. Fofo ao quadrado. E celebrou uma década a 1 de abril (verdade!), o pretexto certo para rumarmos a Fátima e conhecermos esta aldeia idealizada por Pedro Silva e Ana Alves, e que foi recentemente premiada com uma chave do Guia Michelin.
Assim que passamos o portão (não há nenhuma forma de entrar na propriedade, totalmente vedada, a não ser que alguém nos abra o portão automático, uma garantia extra de segurança), somos inundados por uma sensação Disneyesca. É um bosque mágico, saído de um conto de fadas… mas é real. A Jaime, a caturra e mascote do alojamento pensado por Pedro Silva e Ana Alves, só lhe falta falar. Nos dias de sol está cá fora, vigilante, a receber quem chega. Quando o tempo não está de feição, dorme dentro da Mãe-Casa, o epicentro da vida desta aldeia. É onde somos recebidos com chá e bolachinhas, assim que fazemos o check-in. É também aqui que fica o Honesty Bar, muito bem abastecido de cafés, chás e todas as bebidas necessárias para um aperitivo ou digestivo (é só apontar no livrinho e, depois, pagar quando fizer check out).

Aqui funciona o Terra Rossa, o restaurante onde se toma o pequeno-almoço e onde são servidos jantares (sempre com marcação prévia até às 18h do próprio dia). As funcionárias deste alojamento situado em Fátima (são 20 minutos a pé do Santuário, nós fizemos o percurso, não tem que enganar) usam amorosas capas de borel que podem também ser compradas na Mercearia, um espaço logo à entrada onde estão expostos vários produtos artesanais portugueses.
Com capacidade máxima para 41 hóspedes, as tipologias dos quartos dividem-se em Quarto Clássico, Quarto Charming, Suíte Charming, Suíte Superior e Master Suite. Existe também uma suíte master com capacidade para seis pessoas e uma cozinha ligeiramente maior do que a disponível nas outras tipologias.
Ficámos alojados numa Suíte Superior, que tem capacidade máxima para quatro pessoas. A zona de lazer, com dois confortáveis sofás, kitchenette e mesa de jantar está harmoniosamente interligada com o quarto, tudo em open space. A grande estrela desta tipologia é a enorme zona de banho (é redutor chamarmos-lhe banheira) que, com a dimensão de uma piscina, permite um banho de imersão a dois, sempre a olhar para a lareira (que está pronta a acender). Pode também tomar um duche inesquecível a olhar para a placidez da natureza da propriedade, porque o chuveiro XXL suspenso do tecto permite uma liberdade de movimentos, enquanto o espelhos colocados no tecto e na parede criam amplitude e harmonia (e a água tem a pressão e a temperatura certas).
Veja o quarto onde ficámos
Luz Charming Houses - suíte
Apesar de o dia estar solarengo, as temperaturas ainda não eram convidativas para mergulhos (e o facto de a água da piscina não estar aquecida podia ser um desincentivo). No entanto, depois de lermos que, para construir este colosso que é peça central do jardim, foram precisos 10 blocos de pedra, extraída do Maciço Calcário Estremenho, não hesitámos e atirámo-nos de cabeça (literalmente). Valeu a pena, não só pela experiência retemperadora mas também para poder desfrutar do sol neste refúgio onde impera o silêncio, apenas entrecortado pelo chilrear dos passarinhos e pelo balir das ovelhas (que são outra das atrações do Luz Charming Houses).Além de um típico quiosque lisboeta, trazido da capital, onde no verão funcionar o bar de apoio à piscina, na propriedade existe ainda uma enorme casa de madeira, totalmente aberta para o exterior, perfeita para eventos ou apenas para relaxar e ler um livro. O frio não é razão para não aproveitar os espaços ao ar livre, porque há lareiras espalhadas um pouco por toda a propriedade. Não tivemos a oportunidade de experimentar uma massagem na famosa gruta, mas espreitámos o espaço que, além de fofo, ainda empresta mais magia a este lugar único.
Recriar uma aldeia típica desta zona do País e oferecer um tipo de alojamento diferente do existente em Fátima foram os objetivos principais dos proprietários. O Terra Rossa nasceu pós-COVID, quando se percebeu a necessidade de criar um restaurante que pudesse responder às necessidades dos hóspedes fazerem refeições sem terem de se deslocar.
E foi precisamente o que fizemos. Começámos com deliciosos mini pães, acompanhados de manteiga com cogumelos. Seguiram-se umas vieiras e cevadoto (19€), cozinhadas na perfeição e acompanhadas com um delicioso puré de ervilhas. Provámos ainda a perdiz com puré de castanha e bacon, acompanhada de arroz tostado no forno (35,50€). A carne da ave estava suculenta e o arroz rico foi o acompanhamento perfeito. Terminámos com uma tarte de mel e limão (8,50€), delicada e não demasiado doce.











































